Cirurgia Micrográfica de Mohs

Precisão microscópica para tratar cânceres de pele selecionados.

Uma técnica cirúrgica em etapas, com avaliação microscópica das margens durante o procedimento, buscando controle oncológico e preservação de tecido saudável.

Entenda a técnica

O que é a Cirurgia de Mohs?

A Cirurgia Micrográfica de Mohs é utilizada em cânceres de pele selecionados. A remoção é realizada de forma sistemática e o tecido é mapeado e examinado microscopicamente antes da conclusão da cirurgia.

Se houver tumor residual em uma região específica da margem, uma nova etapa pode ser direcionada apenas àquele ponto. Essa lógica permite evitar a retirada indiscriminada de tecido saudável ao redor de toda a ferida cirúrgica.

Análise microscópica durante a Cirurgia de Mohs
Mohs na prática

Da demarcação à análise completa das margens.

O procedimento combina excisão seriada, mapeamento topográfico, processamento por congelação e avaliação microscópica das margens durante a cirurgia.

Mohs na prática: demarcação, excisão, mapeamento, congelação e análise das margens
Passo a passo

Como o procedimento acontece

01

Delimitação e remoção inicial

O tumor visível é delimitado e removido juntamente com uma fina camada de tecido periférico e profundo.

02

Mapeamento da peça

A amostra é orientada e identificada para que cada área observada ao microscópio corresponda à sua localização no paciente.

03

Processamento histológico

O tecido é preparado para permitir a avaliação das margens cirúrgicas ao microscópio.

04

Análise microscópica

As margens são examinadas sistematicamente em busca de persistência tumoral.

05

Nova etapa, se necessária

Quando há tumor residual, é retirada uma nova camada somente da região correspondente no mapa.

06

Reconstrução

Após confirmação de margens livres, é definido o fechamento da ferida conforme localização, tamanho e características do defeito.

Na prática

Veja etapas reais do processo micrográfico

Os vídeos abaixo mostram momentos do fluxo de trabalho da cirurgia micrográfica, incluindo manipulação do material e avaliação microscópica. O conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individual.

Etapa 1 — Preparação e processamento

Registro de uma etapa prática do fluxo de preparação do material para análise das margens.

Etapa 2 — Avaliação microscópica

Observação do tecido ao microscópio para identificar possíveis focos tumorais nas margens examinadas.

Etapa 3 — Integração entre mapa e microscopia

A correlação entre o achado microscópico e o mapa cirúrgico orienta a necessidade, ou não, de nova remoção localizada.

Equipe avaliando lâminas no microscópio
Por que o mapeamento importa?

Microscopia e localização caminham juntas.

O diferencial da técnica não é apenas examinar tecido congelado, mas manter uma correlação precisa entre a margem observada no microscópio e sua posição no defeito cirúrgico.

Isso permite direcionar uma nova etapa cirúrgica somente para a área em que persiste tumor, quando necessário.

Possíveis indicações

Quando a técnica pode ser considerada

Áreas anatômicas delicadas

Regiões onde preservar tecido pode ser particularmente importante para função ou reconstrução.

Tumores com maior risco

Alguns tumores apresentam características clínicas ou histológicas que justificam avaliação especializada.

Recidivas e limites imprecisos

Lesões recorrentes ou de delimitação clínica difícil podem demandar uma estratégia de controle de margens mais detalhada.

Dr. Eduardo Moreira Scholer

Dr. Eduardo Moreira Scholer

Cirurgião Geral e Cirurgião Oncológico

CRM-RO 3985 · RQE 1043 · RQE 1044
Dra. Bianca Nicolini Toledo Scholer

Dra. Bianca Nicolini Toledo Scholer

Cirurgiã Geral e Cirurgiã Oncológica

CRM-RO 2043 · RQE 896 · RQE 897
Para pacientes e médicos

Solicite avaliação ou encaminhe um paciente.

Para análise de indicação, podem ser úteis informações clínicas, localização da lesão, laudo anatomopatológico, fotografias e exames pertinentes.